quinta-feira, 27 de janeiro de 2011





O Incrível Wanderley: atacante mostra lado Hulk e outros personagens

Artilheiro do Carioca, jogador revela que fazia imitações de Ronaldinho quando era mais novo e fala sobre a meta de marcar 25 gols em 2011

Por Mariana Kneipp Rio de Janeiro
Expressão de calma, voz baixa, sorriso largo. Nem sinal da careta de fúria que apareceu após os dois gols marcados contra o Americano nesta quarta-feira. Quem encontra Wanderley longe dos gramados quase não reconhece um dos artilheiros do Carioca, com três gols. Sem o uniforme rubro-negro, o atacante do Flamengo vira apenas um cara tranquilo, como se define. Porém, todo homem tem seu ponto fraco. E o dele é a bola. Bastou olhar para a que seria usada na foto da matéria, que ele logo disse:
- Trouxe para mim?
Não adianta. A fome de gols domina o campineiro. No futebol desde cinco anos de idade, sente o sangue ferver ao chegar perto da redonda. Daí, a explicação para a transformação que acontece dentro de campo e o apelido dado por Andrey, goleiro do Criciúma e ex-companheiro de Cruzeiro. Nas quatro linhas, Wanderley vira o Incrível Hulk.
wanderlei flamengo entrevistaWanderlei e a fome de bola em 'momento Hulk' (Foto: arte sobre foto de Mariana Kneipp/ Globoesporte.com)
- O Andrey me dizia que eu me transformava em campo. Fez até uma montagem com a minha cabeça e o corpo do Hulk. Quando ele me deu, achei muito engraçado. Mas sou um cara bem tranquilo. Nada me deixa nervoso para chegar a isso tudo, não. Só gosto de comemorar daquele jeito porque acho que estimula o time também. Às vezes, você precisa de alguém que te puxe, que mostre raça, entre no personagem mesmo, para que todos acompanhem - afirmou o camisa 33 do Rubro-Negro.
Hulk, porém, não é o único apelido de Wanderley. O atacante, aliás, tem muitas facetas: "soldado", romântico, humilde, religioso, aluno dedicado, fã... Conheça mais um pouco do jogador que está roubando a cena no início do Carioca.
wanderlei flamengo entrevista 
Wanderlei não larga a bola na entrevista

O início
- Comecei a jogar quando tinha cinco anos. Sempre gostei muito de futebol. Aos 14, fui levado à base da Ponte Preta e, aos 17, já era profissional. Já estreei como titular. Nunca fiquei no banco ali. Depois, fui para  Cruzeiro, Santo André, São Caetano e Grêmio Prudente, até chegar ao Flamengo.
‘Soldado’ rubro-negro
- Eu usava um corte de cabelo moicano quando cheguei ao Flamengo. Aí, antes da estreia, resolvi cortar igual a todo mundo na minha família. Bem raspado. Quando o Renato viu, começou a me chamar de “Soldado”. Acho que foi por eu parecer com um soldado do exército mesmo. Sou meio fortinho, mais moreno. Com esse cabelo, fiquei bem parecido. O engraçado é ver os jogadores batendo continência para brincar comigo.

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